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Abraçando a Raiva

Eu seguro minha face entre minhas mãos. Não, eu não estou chorando. Eu seguro minha face entre minhas mãos para manter minha solidão aquecida. Duas mãos protegendo, duas mãos nutrindo, duas mãos para prevenir que minha alma deixe-me na raiva.

Thay comumente compara nossa raiva a uma criança pequena, chorando por sua mãe. Quando a criança chora, a mãe o segura nos seus braços, ouve e observa com cuidado para descobrir o que está errado. A ação amorosa de segurar seu filho com ternura, já suaviza o sofrimento do bebê. Da mesma maneira, podemos pegar nossa raiva nos nossos braços amorosos e em seguida sentiremos um alívio. Não precisamos rejeitar nossa raiva. É uma parte de nós que precisa de nosso amor e profunda escuta da mesma maneira que um bebê precisa.

 

Depois que o bebê se acalma, a mãe pode sentir se ele tem febre ou precisa trocar as fraldas. Quando nos sentimos calmos e tranquilos, podemos também olhar profundamente para nossa raiva e ver claramente as condições que permitiram que nossa raiva surgisse.

 

Quando ficamos com raiva é melhor evitar dizer ou fazer qualquer coisa. Podemos retirar nossa atenção da pessoa ou situação que está regando a semente de raiva em nós. Deveríamos usar esse tempo para voltar a nós mesmos. Podemos praticar respiração consciente e caminhada consciente ao ar livre para nos acalmarmos e refrescarmos nossa mente e corpo. Depois de nos sentirmos calmos e mais relaxados podemos começar a olhar profundamente para nós mesmos e para a pessoa e a situação que causando a raiva que surgiu em nós. Frequentemente, quando temos uma dificuldade com uma pessoa, ele ou ela tem características que refletem uma fraqueza nossa que é difícil de aceitar. Ao crescermos em amor e nos aceitarmos, isto irá naturalmente se espalhar por aqueles ao nosso redor.